dedicação pela vida

Abrace atua com voluntários no Hospital da Criança de Brasília

Uma ajuda olho no olho para quem chega sem saber para onde ir.

Você já deve ter ouvido várias vezes a pergunta: "posso ajudar?" em agências bancárias e lojas, por exemplo. Mas no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), essa pergunta se transforma em ação. Que o diga a Nadja Dias: "Ajudo a encontrar as crianças que estão sendo chamadas para as consultas nos ambulatórios e estão brincando no hall ou na brinquedoteca, carrego as bolsas das mães, ajudo a segurar as crianças também. Faço de tudo um pouco. Estou até pensando em colocar um aparelhinho para medir o número de passos que dou aqui dentro".

Posso Ajudar 1

A aposentada de 62 anos é uma das 34 voluntárias do grupo Posso Ajudar do HCB. Está ali desde o dia em que o hospital foi inaugurado, em 23 de novembro de 2011. São 5 anos de trabalho, dedicação e muita animação. "Venho para cá toda quinta-feira e tenho prazer em ajudar. Só deixei de vir quando sofri um acidente, mesmo assim, logo que recebi alta voltei, ainda com as costelas enfaixadas, usando uma cinta", ela se diverte ao lembrar.

Nadja é uma das voluntária mais antigas do Hospital. Com ela também trabalham a Leila, a Elba e a Christiane, que ajuda quando é preciso. E elas têm cada história para contar! "A gente acompanha a história das crianças, quando elas recebem alta é uma alegria só. Uma vez uma mãe pediu até para tirar uma foto com a gente depois que a filha recebeu alta!", conta Elba Pelônia de Carvalho, que tem 63 anos de idade e quase 5 de HCB.

Posso Ajudar 2

No meio da conversa, uma das mães pediu ajuda: "A senhora poderia segurar um pouquinho meu bebê para eu ir ao banheiro, por favor?". Outra mãe pediu uma informação sobre uma consulta que estava esperando. Essa é a função do voluntário, acolher e ajudar. Como diz a Leila Antunes Monteiro, 59 anos, ali ninguém sofre de tédio. "Aqui não tem rotina, cada dia é uma demanda nova, uma emoção diferente", ela afirma.

Todos os voluntários do HCB são cadastrados e treinados pela Abrace e supervisionados pela coordenadora dos voluntários no Hospital, Suely Nascimento de Lemos. Ela explica que é esse o espírito do voluntário. "Os pais que acompanham os filhos se sentem seguros e à vontade para procurar um voluntário. Às vezes, eles têm vergonha de fazer uma pergunta para um funcionário e recorrem ao voluntário que se torna um mediador mesmo entre os funcionários e as famílias", esclarece.

A presidente da Abrace, Ilda Peliz, afirma que os acompanhantes e pacientes veem o voluntário como um igual: “Eles são o primeiro impacto de quem chega ao HCB e é um impacto positivo. O voluntário não disputa serviço com o funcionário, mas facilita o trabalho do Hospital como um todo”.

A relação de confiança é tão profunda que as mães muitas vezes se sentam com as voluntárias para conversar e desabafar um pouco sobre a vida. "Elas descarregam o peso do dia a dia com a gente é somos nós que saímos aliviadas por ter feito o bem a alguém", resume Leila.

by acls us
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