dedicação pela vida

Presidente da instituição Maria Angela Marini, fala sobre planos e projetos para 2018

Casada com Roberto Nogueira, mãe de 3 filhos e avó de 5 netos. A administradora Maria Angela Marini, de 66 anos, continua ativa no mercado de trabalho e há 31 anos se dedica à Abrace. É uma das fundadoras da instituição e atuou como diretora voluntária até o começo deste ano, quando assumiu a presidência. Em entrevista, a presidente revela o que planeja para a Abrace. Confira!

 

Qual é sua história com a instituição?
Em fevereiro de 1985 eu e meu marido Roberto recebemos o diagnóstico de Leucemia LLA da nossa filha Joanna - àquela época, com 5 anos de idade. Essa notícia nos impactou bastante, mas logo restabelecemos o equilibro e decidimos pelo tratamento dela aqui, na capital federal. Joanna recebeu todos os cuidados médicos no Hospital de Base de Brasília (HBB). Foi uma corrida contra o tempo e também contra a doença, que não dá trégua.

O primeiro ano de tratamento passou e o aprendizado desse triste momento nos deu capacidade de olhar ao nosso redor e sentir a dor do outro. O apoio de amigos e familiares e a dedicação dos médicos e paramédicos do Hospital foram importantes para o sucesso e resultado final. Deus colocou em nosso caminho pessoas muito abençoadas e generosas.

No segundo ano de tratamento, firmamos amizade com um grupo de pais de pacientes do Banco de Sangue do HBB. Mas havia um agravante: muitos tinham dificuldades socioeconômicas, que os impedia de dar continuidade ao tratamento de seus filhos.

Incentivados pela médica chefe do Banco de Sangue daquele Hospital, Dra Maria Nazareth Petrucelli, fundamos a Associação de Pais e Amigos de Crianças em Tratamento de Leucemia e Doenças Graves do Sangue - Abrace. E assim, concretizamos esse ato altruísta de solidariedade no dia 1° de maio de 1986, quando foi realizada a primeira assembleia da Associação. A Abrace nascia e a nossa responsabilidade crescia diante de tantos desafios. Como escreveu a médica Dra. Ísis Quezado, no livro “Anjos - A Arte em Transformar a Dor em Amor”: “Com a criação da Abrace esses pais passaram a representar a força organizada do usuário. A partir desse momento podiam fazer a diferença, e fizeram”.

O que a Abrace representa para a senhora?
É a concretização do amor aliado ao ato de solidariedade, com foco na busca pela qualidade de vida desses pequenos pacientes e valorização da vida.


E quais são os desafios e projetos da nova gestão?
Para uma instituição que conta com a colaboração e a doação de recursos da sociedade civil, empresas parceiras, voluntários, entidades de classe e outras representações, manter-se de pé é o maior desafio. Principalmente, na atual conjuntura financeira do país. Então, acredito na força desses apoiadores para que essa obra continue firme em seu propósito.

Já com relação aos projetos, são vários. Um deles é o AbrArte, que já capacita mães e assistidos por meio do artesanato - utilizando várias técnicas, inclusive, reciclagem de objetos descartáveis. O foco do projeto está no crescimento de renda das famílias.

Outro projeto é o Curso de Técnicas de Captação de Recursos, que será realizado pela Central de Doações da Abrace, em convênio com a Fundação Banco do Brasil. E tem ainda a campanha “Troco por Sorrisos”, que são cofrinhos personalizados, onde os clientes de estabelecimentos comerciais de Brasília poderão fazer doações para instituições, como a Abrace. Resultado de uma parceria e convênio que assinamos, no dia 21 de fevereiro, com a Fundação CDL-DF.

Quais são as prioridades da nova presidente?
A principal é cumprir a missão de buscar, permanentemente, a excelência na assistência social às famílias de crianças e adolescentes com câncer e hemopatias e valorizar voluntários e apoiadores.

O que as famílias assistidas podem esperar?
O assistido é a razão da Abrace existir. Por isso, o trabalho das equipes continua, com atendimento às famílias em todas as suas necessidades, por meio do acompanhamento sistemático da vida familiar e de orientação médica. As informações são apuradas em visitas às casas.
A Abrace tem procurado ser justa nesses 31 anos de atividade, ser presente e apoiadora em todo período de convivência com as famílias assistidas. Essa é uma prática que nos dá tranquilidade no cumprimento da missão.

"O assistido é a razão da Abrace existir"

Maria Angela 1.1

E os voluntários, como mantê-los?
A Abrace se sustenta na presença do voluntário. Nós somos a prova disso, toda diretoria da Abrace é voluntária. É uma mão de obra indispensável para a humanização do ambiente hospitalar e para a manutenção das rotinas na Casa de Apoio. Durante todo o ano, são feitos vários treinamentos de capacitação para novos voluntários e, em 2018, eles deverão ser intensificados, inclusive, com mais encontros para a socialização entre eles. Além disso, a Abrace também vai aprimorar o apoio aos “Doutores com Riso”, que ganhou novos membros e tem vários planos de atuação na Abrace e no Hospital da Criança de Brasília José Alencar.

Quais serão os caminhos para angariar novos doadores?
A responsabilidade, a transparência e a ética são o passaporte que a Abrace tem para se apresentar à sociedade como um todo. Em 2017, ganhamos o selo de ONG Transparente, do Instituto Doar, e ficamos entre as melhores ONGs do Brasil, no ranking feito pela Revista Época também em parceira com o Instituto Doar. Ao longo de 2018, vamos trabalhar mais ainda para realizar a prestação de contas, a divulgação do trabalho e o convite a novas empresas e pessoas físicas com a equipe do Núcleo de Projetos e Parcerias e a Central de Doações.


Que mensagem a senhora deixa para a "família Abrace"?
Uma mensagem de fé e esperança, contando sempre com a colaboração efetiva e competente da equipe Abrace, desde os voluntários, doadores e colaboradores a diretoria e empresas parceiras. Enfim, todos juntos para continuarmos o edificante trabalho em prol do apoio ao paciente em tratamento contra o câncer e hemopatias e suas famílias.

Parafraseando Almir Sater e Renato Teixeira, vamos seguir o nosso caminho: “Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais...”

by acls us
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