dedicação pela vida

Conquista no esporte e na vida

Quem, aos 4 anos de idade, imagina ser diagnosticado com tumor medular? Débora Lorrane da Silva Correia foi. Alguns meses depois de descobrir a doença, a moça foi encaminhada para a sua primeira cirurgia, com o objetivo de tentar reduzir o tumor. Em seguida, iniciou o tratamento de quimioterapia no antigo Hospital de Apoio, anexo do Hospital de Base.

Outra cirurgia teve que acontecer. Débora perdeu o movimento das pernas e se viu presa à cadeira de rodas. Com a drástica mudança, na rotina entre um hospital e outro, uma médica indicou dois esportes que a adolescente poderia praticar para se manter em movimento: natação ou bocha. Débora não sabia nadar, então aceitou a sugestão e passou a praticar bocha.

Depois dos elogios da professora, a menina foi indicada a fazer uma avaliação com um treinador, que viu potencial nela. Em 2017, a jovem conquistou medalha de prata em uma competição de Brasília que a levou, em 2018, ao Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo (CPB) de onde saiu com ouro. Agora, com 13 anos de vida, faz dois anos que Débora entrou para o esporte e, além de colecionar medalhas, continua a jornada no seu tratamento.

 

Até agora foram três cirurgias realizadas e o acompanhamento do controle do tumor, com a ressonância feita de três em três meses. Segundo Vanessa da Silva, 35 anos, mãe da jovem, a primeira cirurgia que a menina fez era muito perigosa, os riscos apontavam para uma paralisia completa ou até mesmo a vida da pequena. Para a jovem e a sua família a rotina foi cansativa e difícil. “Cheguei a pensar em pedir esmola no ônibus. Tínhamos que fazer os exames, precisávamos de fraldas, entre outras coisas, e não tínhamos condições, foi onde nos falaram da Abrace, que nos ajudou e ainda nos ajuda muito”, relembra Vanessa.

Apesar da vivência árdua, Débora superou o pior e hoje desperta muito orgulho em seus pais. A adolescente está aproveitando as férias e se prepara para voltar aos treinos. Começará a se preparar para a próxima competição, que acontece todos os anos, em São Paulo.

A modalidade é a sua paixão. Mas também gosta de outros esportes, como o basquete. Ela também gosta de manter o corpo em movimento, por isso acha os treinos divertidos. Débora é estudiosa e adora ciências, particularmente a anatomia humana. O que não sai da sua cabeça é o sonho de um dia se tornar médica. Enquanto não se realiza, ela se prepara para representar Brasília em 2019 e trazer mais um ouro para casa nas próximas Paralimpíadas Escolares de São Paulo.

 

Texto: Bárbara Aparecida

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