dedicação pela vida

Arraiá da Abrace canta e encanta

Com trajes típicos, comidas e muita empolgação as crianças da Casa de Apoio se juntam às do Espaço da Família para comemorar o mês junino

 Osvaldina Ana de Jesus, 7 anos, vem de tempos em tempos de Mirassol d’Oeste, no Mato Grosso, até Brasília para se hospedar na Abrace e seguir a sua rotina de tratamento da palassemia. Muito esperta, ela fica atenta a toda a programação da Casa de Apoio. Com a notícia sobre a festa junina não seria diferente. Perguntava a todos: “que dia é hoje?” E respondia em seguida “dia junino.”

Todo ano o tradicional Arraiá da Abrace é organizado pela equipe de psicólogas da instituição. Em 2019, a novidade foi unir o Espaço da Família, Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), com a Casa de Apoio. “Tentamos trazer as brincadeiras mais típicas dessa época”, explica Laura Ostwald, a psicóloga da casa. Teve jogo das argolas, corrida do ovo na colher (adaptado para uma bola de ping pong), boca do palhaço e comidas típicas, pipoca, bolo de milho e quentão.

É uma experiência única, principalmente para quem nunca viveu isso. É o caso do Davi de Jesus Santos, 7 anos, que trata anemia falciforme. Ele deixou que pintassem a “barba” no seu rosto, tentou arremessar as argolas no cone e dançou quadrilha. Sua mãe, Beatriz Santos, ficou emocionada. “Deu vontade de chorar. Fiz tudo, filmei, tirei foto. Foi muito importante porque meu filho se divertiu, cresceu e eu senti a emoção dentro dele”. Ela conta que o Davi nunca participou de uma festa junina. O pequeno fez uma cirurgia na barriga e por recomendação médica não podia fazer esforço ou arriscar ter um baque no local. “Para uma criança que não pode fazer nada, eu vi que a dancinha [ a quadrilha] fez bem pra ele”, comenta a mãe.

Da mesma forma, a primeira vez de Jeshuan Said, 4 anos, em uma festa como essa foi no ano passado, quando chegou da Venezuela no Brasil para tratar a sua saúde. “Temos uma festa parecida, mas é somente para crianças. É interessante conhecer coisas diferentes das nossas, é uma cultura linda [a do Brasil]”, comenta Sailubith Savone, mãe do menino, que aproveitou a ocasião para experimentar quentão pela primeira vez.

Proporcionar ações como essas são imprescindíveis na Abrace. As profissionais pensaram em cada detalhe, inclusive no figurino de cada um e das mães, que entraram na brincadeira e se fantasiaram também. Vanusa de Jesus, mãe da Osvaldina, foi a noiva e levou um buquê improvisado com folhas de alface. Marcela Barroso, mãe da pequena Alice Aylla Barroso, de 3 anos, combinou seu look com o da filha, por exemplo. “Sempre tentamos trazer coisas que estão fora do tratamento para que eles lembrem que tem vida”, relembra Laura.

 

by acls us
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