A União faz a proteção: Parceiros da Abrace produzem 4 mil máscaras para HCB

A Abrace promoveu um grande encontro em tempos de pandemia...
Publicado dia 26/05/2020 às 15h00min

A Abrace promoveu um grande encontro em tempos de pandemia: uniu parceiros para ampliar a força da solidariedade e garantir a distribuição de 4 mil máscaras no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). O Atelier Fernando Peixoto e o Paper Chic Convites, que contribuem para a realização da Festa de 15 anos realizada anualmente para assistidas da Abrace, se mobilizaram para essa ação tão importante em meio à crise mundial de saúde causada pelo Coronavírus.

O estilista Fernando Peixoto, um dos idealizadores da Festa de debutantes há mais de dez anos junto com a Abrace, conta que parou a produção de vestidos de noiva e com os materiais cedidos pelo HCB produziu com sua equipe as máscaras em duas semanas. “É uma coisa totalmente a parte deixar de fazer vestido de noiva, que demora até dois meses, e em duas semanas produzir 4 mil máscaras. Foi um desafio, tive medo de não conseguir, ansiedade de não saber como fazer, mas eu sabia que eu poderia tentar e que eu tinha o apoio da minha equipe. E quando comecei a fazer queria já entregar pronto”, explica.

Fernando Peixoto e Patrick Noronha, do Atelier Fernando Peixoto ao lado de Lívia Louli, do Paper Chic Convites mostram a produção das máscaras que foram destinadas ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar.

O Atelier não apenas confeccionou as máscaras com três camadas, desde o corte e a costura, mas também acabou chamando outra parceira para garantir que chegassem ao HCB já higienizadas e embaladas, prontas para a distribuição. Lívia Louli, parceira do Paper Chic Convites foi responsável por essa etapa. Ela conta que teve um câncer de mama há oito anos e se sensibiliza com esse período complicado, principalmente para quem está em tratamento e compõe o grupo de risco. Ela se prontificou a trabalhar, mesmo durante a pandemia, selando as máscaras para entrega individual com o objetivo de ajudar.

“Para mim foi muito significativo. Tive meus pulmões afetados pela radioterapia, ainda tomo medicações e a quimioterapia me trouxe problemas cardíacos, então sou grupo de risco. Mas conversei com meu médico, ele falou para usar máscara, ficar num ambiente mais reservado e acho q nenhum outro motivo nesse sentido me faria sair da quarentena se não fosse para ajudar outras pessoas que estão passando pelo que eu já passei”, destaca Lívia.

Fernando Peixoto que contou com sua equipe dedicada a essa ação, destaca que o sentimento é de gratidão. “Quando vemos a maioria das ações realizadas pelas empresas grandes a gente pensa que não pode fazer nada sendo empresário e microempreendedor. Mas em duas semanas de trabalho, fizemos o máximo que pudemos. Como ser humano temos essa necessidade de ajudar o próximo. E quando a gente ajuda, a ajuda vem para a gente”, enfatiza. O atelier precisou ainda se atentar e tomar cuidados redobrados na confecção, de acordo com as normas orientadas pelo próprio hospital.


União pelo bem

A presidente da Abrace, Maria Angela Marini, destaca a importância da iniciativa e da união nesse momento de enfrentamento de um inimigo invisível. “Essa é uma ação de solidariedade e de sobrevivência do ser humano em uma sequência lógica e importante: profissional protegido é igual a paciente resguardado. A Abrace tem consciência das responsabilidades que lhe são afetas e no enfrentamento de uma pandemia como a que estamos vivenciando provocada pelo novo Coronavírus, ampliar a missão de prestar assistência social para melhor qualidade de vida de seus assistidos e do ambiente que ele vive é nossa obrigação”, salienta a presidente da instituição.

Para o médico e especialista em saúde pública Renilson Rehem, superintendente executivo do Hospital da Criança de Brasília José Alencar, a solidariedade faz parte da história da unidade, que é resultado de uma mobilização da sociedade. Através de recursos arrecadados pela Abrace o hospital inaugurou o primeiro bloco da unidade em 2011, dando início a uma estrutura que hoje é modelo de gestão.

“A solidariedade está no DNA do hospital, então essa iniciativa é louvável. Como há uma recomendação e o reconhecimento da importância do uso de máscara por toda a população vamos dar para os nossos funcionários para quando saírem do HCB usarem, e também para os pais e responsáveis das crianças”, explica. A unidade vem tomando medidas de precaução contra o Coronavírus e criou uma UTI específica com 10 leitos para atender crianças com COVID-19.

Renilson Rehem destaca ainda que máscaras de pano não podem ser utilizadas por profissionais da saúde durante o trabalho em hospitais. Para essa função são necessários equipamentos de proteção individual específicos de acordo com as normas de saúde. Porém, fora do expediente e do hospital, é essencial que tanto pacientes, quanto seus acompanhantes e profissionais da saúde se protejam. O uso de máscaras, inclusive, se tornou obrigatório no Distrito Federal através do decreto nº 40.648 do governador Ibaneis Rocha.


Texto: Mariana Camargo

Foto: Patrick Noronha


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